Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Área de cultivo de milho trangénico diminuiu em Portugal

por Mäyjo, em 24.02.17

milho

A área de cultivo de milho geneticamente modificado em Portugal sofreu um decréscimo de cerca de 12%, quando comparado com os dados de 2015. Neste momento, em território nacional há cerca de 7 mil hectares ocupados pela produção de milho geneticamente modificado.

 

Segundo dados do Relatório do Estado do Ambiente 2016, tornado público ontem, em 2016 a área cultivada com milho geneticamente modificado rondava os 7056,75 hectares, um valor inferior aos oito mil hectares registados no ano anterior.

No documento da Agência Portuguesa do Ambiente é possível verificar que a área cultivada com milho geneticamente modificado em Portugal tem vindo a aumentar desde 2005, com valores abaixo dos mil hectares.

Em termos nacionais, a região do Alentejo apresenta a maior área de cultivo com 3.349,9 hectares, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo e Centro, com 2.124,9 e 1.485,5 hectares.

Na União Europeia, o milho (MON810) é o único organismo geneticamente modificado que possui autorização para cultivo, sendo plantado em Portugal, Espanha, República Checa, Roménia e Eslováquia.

Foto: dani.castorina / Creative Commons 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:56

AS PLANTAS GENETICAMENTE MODIFICADAS

por Mäyjo, em 27.04.15

 

A modificação dos códigos genéticos das plantas alimentares representa a maior alteração feita pelo Homem nesta matéria desde que aprendeu a domesticar a natureza e a praticar a agricultura. Ao contrário do que acontece na agricultura normal, em que os genes de uma planta são combinados com genes de espécies afins, estas plantas modificadas contêm um conjunto de genes, não apenas de outras plantas mas também de animais, de vírus, fungos e bactérias.

Estes genes estranhos, introduzidos nas plantas, destinam-se a reter proteínas, enzimas e substâncias, como insecticidas, que acabam por entrar na cadeia alimentar humana. As plantas produtoras de pesticidas, em quantidades muito maiores do que as permitidas pela natureza, podem causar no Homem efeitos semelhantes aos dos pesticidas tradicionalmente colocados sobre as plantações. Todavia, enquanto esses podem ser eliminados por lavagens dos produtos, os introduzidos geneticamente conservam-se no interior da planta.

Os defensores das plantas transgénicas afirmam que podem aumentar em 25 por cento a produção de milho, arroz e outros alimentos nos países em vias de desenvolvimento.

Milho “Bt” os cientistas transferiram informação genética do bacilo Thuringiensis, ou bactéria Bt para plantas. O milho Bt produz um insecticida capaz de resistir a insectos que atacam o milho e a algumas marcas de herbicidas.

Soja: modificada para suportar o uso de herbicidas contra as ervas daninhas. Nos EUA. 14% da soja é transgénica.

Batatas: modificadas para produzirem os seus próprios pesticidas. Os híbridos incluem uma batata que pode matar o escaravelho do Colorado.

Tomates: modificados para tornar mais lenta a acção da enzima poligalacturonase, que desencadeia o processo de apodrecimento. À venda nos supermercados dou EUA desde 1995 e na Grã-Bretanha desde 1996.

Superalgodão: genes de bactérias dão origem a fibras auto-isolantes por meio de um composto de poliester biodegradável (PHB) nos núcleos das fibras. Em preparação estão fibras de algodão já coloridas que não encolhem ou amarrotam. Nos EUA, 24% do algodão é transgénico.

 

Fonte: Diário do Noticias, 5 de Novembro de 1998.

Routers, The Genetics Forum, Nature Biotechnology journal— Vol. l6, N. ° 4.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:53

Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

por Mäyjo, em 01.03.15

Consumidores ingerem alimentos geneticamente modificados sem o saberem

Alimentos geneticamente modificados estão cada vez mais presentes nos pratos dos consumidores sem estes o saberem, uma vez que muitas carnes e lacticínios têm sido produzidos a partir de animais alimentados com dietas provenientes de culturas transgénicas, refere o Huffington Post.

Vários activistas e organizações estão alarmados com esta situação e apelam à introdução de um regime de rotulagem que obrigue os fabricantes e revendedores a identificar os produtos feitos a partir de animais alimentados com dietas geneticamente modificadas.

De acordo com o agregador, cerca de 30 milhões de toneladas de alimentos transgénicos para consumo animal são importados para a Europa todos os anos, de forma a alimentar suínos, aves, gado e peixes de viveiro.

Grande parte da soja e do milho utilizado é cultivado na América do Sul, incluindo o Brasil, a Argentina e o Paraguai, onde o cultivo tem sido associado a graves violações dos direitos humanos e ambientais.

No Reino Unido, os alimentos que contenham material transgénico para consumo têm de ter rótulo. No entanto, comida para consumo humano que seja proveniente de animais alimentados com dietas transgénicas – carne, peixe, leite e seus derivados – não precisam de ser rotulados. Isto significa que os consumidores podem, inadvertidamente, alimentar-se de produtos geneticamente modificados.

Em França, a Carrefour lançou em 2010 um sistema de rotulagem para informar os clientes que os animais usados para produzir alimentos não foram alimentados com transgénicos. A empresa tomou esta medida após ter verificado em sondagens que 60% dos seus clientes deixariam de comprar alimentos nos seus hipermercados caso soubessem que eram produzidos a partir de animais alimentados a transgénicos.

Sistemas semelhantes estão a começar a ser adoptados por outras redes europeias de hipermercados, ainda de acordo com o Huffington Post.

Foto:  moohaha / Creative Commons

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:44

Novo milho geneticamente modificado pode ser cultivado na União Europeia

por Mäyjo, em 23.10.14

Novo milho geneticamente modificado pode ser cultivado na União Europeia

A abstenção de quatro países – Portugal, Alemanha, Bélgica e República Checa – fez com que os 19 Estados que se opunham à aprovação da cultura não conseguissem obter a maioria qualificada necessária para travar o cultivo. Segundo as regras europeias, cada nação tem um número de pontos de voto proporcionais ao tamanho da população. Para que a lei não fosse aprovada, os representantes de 75% da população da zona comunitária tinham de votar contra, mas apenas 52% se opuseram, já que quatro países se abstiveram. A Espanha, Reino Unido, Suécia, Finlândia e Estónia foram os países que votaram a favor do cultivo da nova espécie geneticamente modificada.

De acordo com as normas em vigor, a Comissão terá de aprovar o cultivo deste novo milho transgénico, embora apenas cinco países tenham votado a favor. Segundo o Guardian, Este será a primeira espécie de milho transgénica a ser autorizada a cultivar em território europeu desde 1998 e apenas a segunda a ser cultivada para fins comerciais.

O novo milho – o TC1507 -, com a denominação comercial de Herculex, pertence ao grupo norte-americano Pionner. De acordo com os fabricantes, este milho foi geneticamente alterado para ser mais resistente a alguns tipos de insectos.

Contudo, apesar de o cultivo deste milho ter sido aprovado, os Estados-membros vão ter a possibilidade de bloquear a sua cultura no seu território.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:44

Primeiro arroz transgénico será lançado comercialmente até 2016

por Mäyjo, em 14.01.14

Primeiro arroz transgénico será lançado comercialmente até 2016

 

O primeiro arroz geneticamente modificado a ser disponibilizado comercialmente deverá ser aprovado, nas Filipinas, nos próximos dois a três anos, de acordo com fontes da Autoridade do Instituto de Pesquisa do Arroz (IRRI) e do Departamento de Agricultura daquele País.

Apesar de toda a oposição – local e global – contra o projecto, o vice-director-geral do IRRI, Achum Dobermann, garantiu que a parte mais difícil dos testes já foi terminada e que o chamado “arroz dourado” será uma realidade até 2016.

Até ao momento, não existe nenhum tipo de arroz geneticamente modificado a ser comercializado no mundo, garantiu Dobermann, ainda que outra equipa esteja a trabalhar num projecto idêntico, mas mais atrasado, na China.

Citado pela revista brasileira Exame, o responsável da IRRI disse que o processo de aprovação deverá levar, no mínimo, “entre dois e três anos”, estando as sementes disponíveis para serem distribuídas aos agricultores a partir de 2016.

Em Agosto, um ataque de activistas destruiu um campo de testes de arroz geneticamente modificado nas Filipinas, mas as autoridades do País garantiram que este era apenas um de vários campos plantados com este arroz imune a pragas. Os testes foram, assim, terminados calmamente.

O arroz dourado foi geneticamente modificado para produzir vitamina A, que falta nas dietas de muitas pessoas de países em desenvolvimento e provoca fragilidade do sistema imunológico e cegueira. Estes são os argumentos do IRRI.

Os activistas ambientais defendem que o arroz dourado tem efeitos colaterais nocivos, que se espalharão de forma irreversível por todo o mundo. Organizações como a Greenpeace já tinham conseguido uma decisão judicial favorável à suspensão de testes de campo com beringela geneticamente modificada.

 

Leia mais sobre os OGM (organismos geneticamente modificados) no Green Savers.

 

Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:40

7 alimentos transgénicos que consumimos sem saber

por Mäyjo, em 16.11.13

7 alimentos transgénicos que consumimos sem saber

 

Há alimentos geneticamente modificados que estão no seu prato, todos os dias, mas passam despercebidos. A revista Visão elaborou um artigo sobre o tema e, em baixo, poderá ler as principais conclusões – que, de resto, nos devem colocar em alerta.

Aspartame. É um adoçante muito utilizado na substituição do açúcar e, na verdade, um composto químico artificial, feito em laboratório através da manipulação de vários compostos. Pode ser encontrado em milhares de produtos que consumimos diariamente: refrigerantes, iogurtes, chocolates, doces.

Óleos refinados. Estão em quase todos os alimentos que contêm gorduras vegetais. Os de soja, colza, milho, palma, girassol ou amendoim são normalmente misturados com óleos alimentares e azeites (excepto virgem extra) ou comida processada.

Amido de milho, xarope de milho. Extraídos do milho (grande parte deste grão produzido do mundo é geneticamente modificado), estão presentes em produtos como massas, bolachas, cereais, biscoitos, barras energéticas, comida pré-congelada, bebidas ou águas aromatizadas.

Margarina. Utiliza gorduras vegetais (de soja, colza, milho, palma, girassol, amendoim) purificadas e hidrogenadas extraídas de plantas transgénicas.

Leite de vaca. A somatropina bovina (BST) é uma forma geneticamente modificada de hormona de crescimento bovino que provoca um aumento da produção de leite. O seu uso é proibido na União Europeia, mas autorizado nos Estados Unidos e Brasil

Salsicha. É uma mistura de produtos e subprodutos de origem animal, mas muitas marcas usam soja e xaropes de milho geneticamente modificados.

Soja e derivados. A soja é a principal solução de alimentação para vegetarianos e vegans, mas 70% da sua produção mundial é geneticamente modificada.

 

in: Green Savers

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:07


Este blog disponibiliza informação com utilidade para quem se interessa por Geografia. Pode também ajudar alunos que por vezes andam por aí desesperados em vésperas de teste, e não só, sem saber o que fazer...

Mais sobre mim

foto do autor


Siga-nos no Facebook

Geografando no Facebook

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Outubro 2019

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.



Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D